segunda-feira, 6 de setembro de 2010

jubilo de fim-de-tarde

No final daquele dia, aquele cansaçozinho gostoso de sentir, daqueles de quando a gente se joga na cama depois de um dia pesado.
Estávamos ali, deitados naquela cama, nus, sem nenhuma vergonha.
Tava até um pouco frio, mas era bom. Ficávamos mais perto um do outro.
Seu rosto no meu peito, seus cachos com cheiro de banho. Meus dedos corriam seu cabelo, às vezes você sussurrava algo tão baixinho que parecia brisa no meu ouvido...
Com você ao meu lado, fico completo, nada mais me falta.
- É, você me completa. Já disse isso, né?
- Aham, mas eu gosto de ouvir sempre.
Você sorriu.
Eu me calei.
Silêncio.
Eu não te contei, mas nesse momento, imaginava nossa vidinha, num futuro não muito longe. Tinha uma rede na varanda da nossa casa, e estávamos como agora, contando historias do passado, eram historias do nosso passado, ríamos de coisas que antes não pareciam besteiras, como são hoje.
Senti tua unha na minha pele me acordar. Levantei pra pegar um conhaque.
Você não gostou, fez aquela mesma cara de quando eu não concordo com você. 
Prometi voltar logo.
Pela janela pude ver o céu pintado de cinza. Lá fora chovia.
-Então  traz  suco de melancia pra mim?
- Trago sim, já volto.



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Agradeço a incrivel ajuda da Marina sem a ajuda dela, esse conto nao texto nao teria graça. E agradeço mais ainda a Lariza, se nao fosse por ela, esse texto nao existiria.

2 comentários:

  1. Ah, quando vc me mostrou o conto, não lhe disse como eu fiquei feliz, e surpresa, e feliz por vc estar escrevendo contos e mais ainda por vc me pedir ajuda com ele!

    ps.: sinto que o proximo conto feito, inteiramente, por você, será ainda mais bonito!

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  2. Lembro do que esse conto causou em mim há uns dois anos quando eu o li pela primeira vez.

    Voltei para dar um sorriso depois do ultimo ponto final de novo.

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