terça-feira, 28 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Quando não canta o trovão
Cordel estradeiro.
Cordel luminoso.
Toadas, mistério,
Bramidos de misticismo.
Violão mágico transcendentor.
Pandeiro avoa.
Batuque faz chuvê.
Energias do Encantado!
Rebuliço de poeira,
Alvoroço contagiante,
Energia que alucina.
Naufrágio em plena praia.
Final árido,
Esperança vive.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
A Lista
Composição: Oswaldo Montenegro
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
domingo, 7 de novembro de 2010
Rima Petrosa – 1
uma bruteza
límpida
que em nada se detém
uma crueza
lâmina
que se apaga em ninguém
uma lindeza
nítida
que a si mesma sustém
uma ingênua fereza
feita só de desdém
uma dura candura
que nem loba que nem
uma beleza absurda
sem porquê nem porém
um negar-se tão rente
que soa um shamisen
uma causa perdida
um não vem que não tem
HAROLDO DE CAMPOS
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
SEM BUDISMO - PAULO LEMINSKI
Poema que é bom
acaba zero a zero.
Acaba com.
Não como eu quero.
Começa sem.
Com, digamos, certo verso,
veneno de letra,
bolero. Ou menos.
Tira daqui, bota dali,
um lugar, não caminho.
Prossegue de si.
Seguro morreu de velho,
e sozinho.
Acaba com.
Não como eu quero.
Começa sem.
Com, digamos, certo verso,
veneno de letra,
bolero. Ou menos.
Tira daqui, bota dali,
um lugar, não caminho.
Prossegue de si.
Seguro morreu de velho,
e sozinho.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Eu não quero ter razão. Quero ser feliz!
Razão? Pra que?
Ontem ( na verdade, domingo,05) vi uma entrevista com o poeta Ferreira Gullar, onde ele falou uma frase que mexeu muito comigo: “Eu não quero ter razão. Quero ser feliz! ’’
Ele disse com outras palavras [palavras de poeta] o que eu sempre pensei...as pessoas criam tantos conceitos, pré-conceitos, ‘pós-conceitos’, regras, morais, costumes, tradições, defendem com unhas-e-dentes ‘sua razão’ a ponto de atrapalharem a própria felicidade, e perderem o sorriso de amores e amizades.
Ok, ideologias são importantes, muito importantes, mas podemos abrir mão, às vezes, em prol de algo tão importante quanto: a nossa própria felicidade e a felicidade de quem gostamos/queremos perto da gente.
“Eu não quero ter razão. Quero ser feliz!”
PS1: Desculpe-me se esse texto ficou muito repetitivo, mas foi intencional.
PS2: Brasília nunca esteve tão seca, e a culpa é sua !
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
jubilo de fim-de-tarde
No final daquele dia, aquele cansaçozinho gostoso de sentir, daqueles de quando a gente se joga na cama depois de um dia pesado.
Estávamos ali, deitados naquela cama, nus, sem nenhuma vergonha.
Tava até um pouco frio, mas era bom. Ficávamos mais perto um do outro.
Seu rosto no meu peito, seus cachos com cheiro de banho. Meus dedos corriam seu cabelo, às vezes você sussurrava algo tão baixinho que parecia brisa no meu ouvido...
Com você ao meu lado, fico completo, nada mais me falta.
- É, você me completa. Já disse isso, né?
- Aham, mas eu gosto de ouvir sempre.
Você sorriu.
Eu me calei.
Silêncio.
Eu não te contei, mas nesse momento, imaginava nossa vidinha, num futuro não muito longe. Tinha uma rede na varanda da nossa casa, e estávamos como agora, contando historias do passado, eram historias do nosso passado, ríamos de coisas que antes não pareciam besteiras, como são hoje.
Senti tua unha na minha pele me acordar. Levantei pra pegar um conhaque.
Você não gostou, fez aquela mesma cara de quando eu não concordo com você.
Prometi voltar logo.
Pela janela pude ver o céu pintado de cinza. Lá fora chovia.
-Então traz suco de melancia pra mim?
- Trago sim, já volto.
_
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
sertao da vida [2]
"O senhor... Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam. Verdade maior."
nao sei falar de vereda, sem lembrar do mestre Guimarães Rosa.
por isso tô postando esse trecho de sua obra-prima, GRANDE SERTAO: VEREDAS.
sábado, 31 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Menina flor
Menina flor
Flor da rosa
Rosa do amor
Amor do verso
Que canta cor
Espanta tristeza
Cessa o pranto
Envolve feitiço
Que pureza
Que encanto
Que olhar
Que sorriso
Ah! Que sorriso
Thaís Freitas
Flor da rosa
Rosa do amor
Amor do verso
Que canta cor
Espanta tristeza
Cessa o pranto
Envolve feitiço
Que pureza
Que encanto
Que olhar
Que sorriso
Ah! Que sorriso
Thaís Freitas
quinta-feira, 15 de julho de 2010
início sem fim
Se numeros dão sorte ou não, eu não sei.
Mas estrelas cadentes, sempre me foram bons presságios.
Ver DUAS estrelas,
riscando o céu numa noite, só poderia representar coisa boa.
Eu as vi.
E vi coisas boas.
Enfim, acho que estrelas e números não dão sorte
Você dá sorte !
Você é a minha sorte !
♥
Mas estrelas cadentes, sempre me foram bons presságios.
Ver DUAS estrelas,
riscando o céu numa noite, só poderia representar coisa boa.
Eu as vi.
E vi coisas boas.
Enfim, acho que estrelas e números não dão sorte
Você dá sorte !
Você é a minha sorte !
♥
segunda-feira, 28 de junho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Bolero blues
beber desse conhaque em tua boca
para matar a febre nas entranhas
entre os dentes
indecente é a forma que te bebo
como ou calo
e se não falo quando quero
na balada ou no bolero
não é por falta de desejo
é que a fome desse beijo
furta qualquer outra palavra presa
como caça indefesa
dentro da carne que não sai.
Artur Gomes
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Ultima linha
Em conversa fiada,
se prevê
o futuro que chega
num tímido jantar.
Visitas comportadas
procuravam algo novo,
sem velhos hábitos:
-felicidade !
Futilidades destruiram
a vontade de dois
o desejo de muitos.
Infantilidades destruiram
a vontade dos dois
o desejo dos dois.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Aonde anda a minha Tereza...
Por enquanto ainda te amo
sentanda nessa mesa, só, ainda te amo
ontem eu olhei para o céu
e não vi estrelas
mas ao contrário do que você me disse
o céu não desabou
os raios estavam lá
as nuvens estavam lá
mas mesmo assim, teimoso, o céu não desabou
você me dise pra não ter medo
e com o orgulho no chão, te pedi pra ficar
e com a alma na mão, pedi ao céu que não desabe mais.
( Marina Borges )
domingo, 16 de maio de 2010
6 minutos - Otto
Não precisa falar
Nem saber de mim
E até pra morrer
Você tem que existir
Não precisa falar
Nem saber de mim
E até pra morrer
Você tem que existir
Nasceram flores num canto de um quarto escuro
Mas eu te juro, são flores de um longo inverno
Nasceram flores num canto de um quarto escuro
Mas eu te juro, são flores de um longo inverno
Isso é pra morrer
6 minutos
Instantes acabam a eternidade
Isso é pra viver
Momentos únicos
Bem junto na cama de um quarto de hotel
E você me falou de uma casa pequena
Com uma varanda, chamando as crianças pra jantar
Isso é pra viver
Momentos únicos
Bem junto na cama de um quarto de hotel
D'um quarto de hotel
Num quarto de hotel
Não precisa falar
Nem saber de mim
E até pra morrer
Você tem que existir
...
segunda-feira, 10 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
4am
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