sábado, 19 de março de 2011

timbaúba

A poesia que corre na minha veia,
Tem gosto de açúcar.
Calibre de foice.
Cheiro de humanidade.
Resistência.
O sangue na minha poesia é pernambucano.

sexta-feira, 18 de março de 2011

A lua se aproxima da terra,
Deixa à deriva minha imaginação.
Traz (como miragem) seu rosto.
Traz também coisas
Que não ouso compreender.
Na imensidão da minha mente...
Só você.





ps: participação especialíssima de Luh Ferreira

sábado, 12 de março de 2011

Remanso

Aqui,
Olhar vago na janela,
Observo, sem ver, a rua.
Algazarra de crianças no fim-de-tarde.
Canto de sabiá na laranjeira.
À minha frente, a escrivaninha, um papel vazio.
O copo de uísque pedindo mais.
O cigarro, sem pressa, queima no cinzeiro...
Fumaça cheirosa.
Sinto falta de algo,
Não sei o que.
Apenas sinto. 

segunda-feira, 7 de março de 2011