quinta-feira, 23 de setembro de 2010

SEM BUDISMO - PAULO LEMINSKI





 Poema que é bom

acaba zero a zero.
        Acaba com.
Não como eu quero.
        Começa sem.
Com, digamos, certo verso,
        veneno de letra,
bolero. Ou menos.
        Tira daqui, bota dali,
um lugar, não caminho.
        Prossegue de si.
Seguro morreu de velho,
        e sozinho.



terça-feira, 7 de setembro de 2010

Eu não quero ter razão. Quero ser feliz!




Razão? Pra que?
   Ontem ( na verdade, domingo,05)  vi uma entrevista com o poeta Ferreira Gullar, onde ele falou uma frase que mexeu muito comigo: “Eu não quero ter razão. Quero ser feliz! ’’
   Ele disse com outras palavras [palavras de poeta]  o que eu sempre pensei...as pessoas criam tantos conceitos, pré-conceitos, ‘pós-conceitos’, regras,  morais, costumes, tradições, defendem com unhas-e-dentes ‘sua razão’ a ponto de atrapalharem a própria felicidade, e perderem o sorriso de  amores e amizades.
   Ok, ideologias são importantes, muito importantes, mas podemos abrir mão, às vezes, em prol de algo tão importante quanto: a nossa própria felicidade e a felicidade de quem  gostamos/queremos perto da gente.
“Eu não quero ter razão. Quero ser feliz!”

PS1: Desculpe-me se esse texto ficou muito repetitivo, mas foi intencional.
PS2: Brasília nunca esteve tão seca, e a culpa é sua !





segunda-feira, 6 de setembro de 2010

jubilo de fim-de-tarde

No final daquele dia, aquele cansaçozinho gostoso de sentir, daqueles de quando a gente se joga na cama depois de um dia pesado.
Estávamos ali, deitados naquela cama, nus, sem nenhuma vergonha.
Tava até um pouco frio, mas era bom. Ficávamos mais perto um do outro.
Seu rosto no meu peito, seus cachos com cheiro de banho. Meus dedos corriam seu cabelo, às vezes você sussurrava algo tão baixinho que parecia brisa no meu ouvido...
Com você ao meu lado, fico completo, nada mais me falta.
- É, você me completa. Já disse isso, né?
- Aham, mas eu gosto de ouvir sempre.
Você sorriu.
Eu me calei.
Silêncio.
Eu não te contei, mas nesse momento, imaginava nossa vidinha, num futuro não muito longe. Tinha uma rede na varanda da nossa casa, e estávamos como agora, contando historias do passado, eram historias do nosso passado, ríamos de coisas que antes não pareciam besteiras, como são hoje.
Senti tua unha na minha pele me acordar. Levantei pra pegar um conhaque.
Você não gostou, fez aquela mesma cara de quando eu não concordo com você. 
Prometi voltar logo.
Pela janela pude ver o céu pintado de cinza. Lá fora chovia.
-Então  traz  suco de melancia pra mim?
- Trago sim, já volto.



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Agradeço a incrivel ajuda da Marina sem a ajuda dela, esse conto nao texto nao teria graça. E agradeço mais ainda a Lariza, se nao fosse por ela, esse texto nao existiria.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010



Palavras secas escapam.
É o jeito da alma falar
o que realmente sente?